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Iº Fórum Angolano das Telecomunicações

O ministro das Telecomunicações e das Tecnologias de Informação José Carvalho da Rocha, procedeu ao discurso de abertura do Primeiro Fórum Angolano das Telecomunicações e das Tecnologias de Informação 2015, realçando que os indicadores do sector sobre as políticas públicas para a área, expressas no livro branco das TICS, têm um impacto em todo território nacional, com destaque nas regiões de difícil acesso.
O Ministro, que falava na abertura do fórum das Telecomunicações e Tecnologias de Informação, garantiu que as políticas públicas para o sector têm impacto em todo o território nacional, com destaque nas regiões de difícil acesso.
 
“As metas a serem alcançadas pelo sector em 2017 vão permitir que os serviços ligados às tecnologias de informação sejam cada vez mais acessíveis à população”, referiu José Carvalho da Rocha, destacando os 14 milhões de utilizadores da rede móvel e os três milhões de utilizadores de Internet, bem como os mais de 400 mil utilizadores das Mediatecas e igual número de dispositivos que se conectam aos postos públicos de acesso à Internet.
 
O chefe do Sector das Telecomunicações e das Tecnologias de Informação, disse que: “tudo isso foi possível porque se assistiu, cada vez mais, a um esforço público e privado na construção de infra-estruturas, na transferência do conhecimento, na geração de inovação tecnológica e materialização em serviços para a sociedade”. O ministro destacou a expansão dos cabos submarinos, a rede de Mediatecas e o ANGOSAT, e defendeu que se encontrem soluções para que o sector dê respostas às necessidades do mercado.
 
Durante o fórum que terminou quarta-feira, o secretário de Estado para as Telecomunicações, Aristides Safeca, o presidente do Conselho de Administração da Angola Telecom, João Martins, a presidente do Conselho de Administração da Unitel, Isabel dos Santos, e o Director Nacional das Telecomunicações, Eduardo Sebastião, falaram sobre “o que se espera do mercado angolano das telecomunicações”.
O Secretário de Estado Aristides Safeca disse que o sector das telecomunicações está a olhar cada vez mais para o mercado do serviço móvel, fixo e disponibilização de conteúdos, por ser um sector fundamental para que os serviços sejam mais partilhados e utilizados no contexto actual.
 
Atingir o Mercado
O Executivo Angolano, tem uma estratégia para desenvolver o mercado das Telecomunicações e das Tecnologias de Informação, permitindo que Angola seja co-líder, em África, neste domínio. Aristides Safeca entende que o sector das telecomunicações não deve abranger apenas o mercado nacional. Por isso, defendeu a participação do empresariado nacional no mercado, “para sermos um bom parceiro na região e termos uma estratégia comum”.
 
A presidente do Conselho de Administração da UNITEL reconheceu que o sector das Telecomunicações e das Tecnologias de Informação, deve captar investimentos. “O sector não vai assim tão bem. Temos várias operadoras com muitas dificuldades estruturantes, financeiras e de recursos humanos”, admitiu Isabel dos Santos, quando se fala de uma visão para 2025, “é preciso pensar na estratégia de capacitação para poder estruturar este sector e desenvolver cada vez mais e reforçar o desenvolvimento no seu todo”.
Isabel dos Santos falou também da qualidade das operadoras e disse, “ter muitas operadoras não significa ter muita qualidade, precisamos melhorar os serviços nestas que temos”, disse. “Tenho visto que, em muitos países africanos existem muitos operadores, mas a qualidade às vezes é fraca e a velocidade da Internet relativamente baixa”, afirmou a empresária, tendo apontado como solução um mercado conciliador e operadores fortes e coesos.
 
O presidente do Conselho de Administração da Angola Telecom, João Martins, disse que as empresas de telecomunicações devem dar respostas ao mercado. Para isso, disse ser necessário um investimento nas tecnologias, serviços e na formação dos recursos humanos.
Eduardo Sebastião, Director Nacional das Telecomunicações, defendeu o fornecimento dos serviços nas zonas rurais. No fórum foram debatidos temas como “A sustentabilidade do mercado de telecomunicações em Angola” e a “Importância de um forte sector das telecomunicações para o desenvolvimento dos negócios e o seu contributo para o crescimento do PIB em Angola”. Por fim, os presentes participaram do debate com perguntas e resposta.
 
O encerramento foi feito pelo ministro da economia, Abrahão Gourgel, que realçou “A concretização de todos os benefícios enumerados, quer de ordem económica ou social, depende da democratização e da universalização do acesso ás Telecomunicações e as TI, bem como da redução das tarifas e outros encargos para os utilizadores dos serviços”.
No encontro, que decorreu sob o lema “Os desafios das telecomunicações no contexto actual de Angola”, participaram os Ministros da Ciência e Tecnologia, da Educação, da Administração do Território, Secretários de Estado, Deputados, o ex-Secretário Geral da União Internacional de Telecomunicações Hamadoum Touré, entre outros convidados.
 
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