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Cabo Verde quer se transformar num centro tecnológico regional de referência em África

Fernando Elísio Freire, ministro da Presidência do Conselho de Ministros, dos Assuntos Parlamentares e do Desporto, afirmou, no âmbito do workshop “eGov Approach – Arquitectura de interoperabilidade para impulsionar a Economia Digital em Cabo Verde”, organizado pelo NOSi, na semana passada, que Cabo Verde está a investir para se tornar um centro tecnológico regional de referência em África.
 
Para o ministro, o país tem que pensar em “ser útil ao mundo”, tendo sempre em conta a sua condição de um pequeno Estado insular, marcado por uma diáspora diversificada e presente em todos os continentes e uma localização no Atlântico, geograficamente privilegiada entre a Europa, a África e a América.
 
“Estamos a apostar na economia digital centrada na promoção do conhecimento e da inovação que sirva de base na requalificação do turismo como pilar central da economia cabo-verdiana, na resposta aos desafios e às oportunidades da economia azul e da economia verde”, avançou.
 
Para tirar partido da sua centralidade no Atlântico, Fernando Elísio Freire considera que Cabo Verde deve se transformar num centro das operações de logística comercial, de transformação de matérias-primas e de prestação de serviços especializados no Atlântico, servindo de intermediação entre as economias emergentes e regionais.
 
 
Neste sentido, garantiu que o Governo sabe que é sua obrigação criar as condições para que os jovens possam investir na inovação, lembrando que inovação “custa caro” e demanda políticas de longo prazo, assegurando que o Executivo, juntamente com o sector privado, irá promover e incentivar iniciativas aceleradoras de negócios e de acesso ao financiamento privado e público.
 
No entanto, Elísio Freire está ciente que o contexto nacional, em termos de tecnologias de informação e comunicação, “ainda é difícil”, apesar de nos últimos 19 anos, Cabo Verde ter tido ganhos “significativos”, como a Casa do Cidadão que emitiu, em 2016, mais de 80.000 certidões on-line e 13.200 passaportes electrónicos, no primeiro semestre de 2017, mais do dobro emitido em 2016.
 
“O Governo está a trabalhar numa agenda digital com base numa nova visão nacional para a banda larga e apostará no dividendo digital e nos complementos analógicos”, salientou, notando que o executivo vai continuar a suportar o desenvolvimento da governação electrónica, mas que espera resultados.
 
Estabilização do actual sistema de governação electrónica, blindagem do sistema contra cyber-ataques, maior participação do sector privado no mercado do e-government e do e-business e maior dinâmica de incubação de empresas TIC e estabelecimento de parcerias público-privadas do desenvolvimento de soluções de e-government ou do e-business são os resultados esperados.
 
 
Por sua vez, o Administrador  Executivo do NOSi, Aruna Handem, em declarações à imprensa, explicou que o workshop de dois dias tem a participação do sector público e privado, das academias, especialistas nacionais e internacionais que vão reflectir sobre os desafios que se colocam hoje ao desenvolvimento de uma economia digital em Cabo Verde.
 
“Queremos sair daqui com conclusões muito práticas, mas depois deste encontro vamos novamente sentar com os nossos parceiros, internamente, para redesenhar praticamente tudo que tem a ver com a problemática do sistema”, esclareceu, precisando que para melhor enfrentar os desafios importa analisar o actual modelo e arquitectura e estudar experiências de sucesso de outros países, como, por exemplo, o da Estónia.
 
Durante o encontro serão debatidos quatro painéis, nomeadamente “Estado actual da Rede do Estado”, “Modelos de parceria para mobilizar o ecossistema público-privado”, “Pilares de suporte a integração” e “Melhores práticas de e-Gov – Experiência da Estónia”.
 
Fonte: TCV/NOSi 

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